quarta-feira, 6 de julho de 2011

A Catedral e o Bazar - uma comparação sobre propagação do software livre e os sistemas de educação.


(em inglês: The Cathedral and the Bazaar) é um ensaio de Eric S. Raymond sobre métodos de engenharia de software, baseado em suas observações do processo de desenvolvimento do Linux e suas experiências administrando o projeto open source fetchmail. Foi primeiramente apresentado pelo autor no Linux Kongress em 27 de Maio de 1997 e publicado como parte do livro com o mesmo nome em 1999. É normalmente considerado como o manifesto do movimento Open source.O ensaio apresenta dois diferentes modelos de desenvolvimento de um software livre:

    * O modelo Catedral, no qual o código fonte está disponível para cada release do software, mas o código desenvolvido entre dois releases é restrito a um exclusivo grupo de desenvolvedores. Os projetos Emacs e GCC são apresentados no ensaio como exemplos.    * O modelo Bazar, no qual o código é desenvolvido de forma totalmente aberta e pública, utilizando a Internet. Raymond credita Linus Torvalds, líder do projeto Linux, como o inventor deste modelo de desenvolvimento de software. Ele também fornece alguns relatos anedóticos da aplicação desse modelo ao projeto Fetchmail.

"Liberece cedo. Libere freqüentemente. E ouça seus fregueses". Linus Torvald

Acredito que podemos enquadrar várias outras atividades humanas nesse modelo: Catedral/Bazar, inclusive nosso sistema de educação, onde o conhecimento parte em mão única do professor e em tese vai ser absorvido pelo alunado, vejam que isso se dá poucas vezes no mundo real, já que a transferência de conhecimento não é um processo osmótico, o que deveria ser feito a meu ver seriam "pesquisas de campo", identificando o conteúdo já presente no alunado (partindo das experiência educacionais de Paulo Freire e seu método) e não partir de pressupostos ultrapassados, hoje com a penetração da internet e algum conhecimento de interpretação de texto um aluno pode chegar em sala de aula e saber tanto quanto um determinado assunto, que o seu mestre, o que digo é que esse tipo de comportamento deve ser estimulado, pois assim o ato de ensinar de função estática, torna-se dinâmico e de excelência, produzindo seres humanos com alta capacidade de raciocínio desenvolvido e não meros "apertadores de botões", precisamos cada dia mais de profissionais pró-ativos e precisamos criar as condições para que estes processos naturais se desenvolvam, em todos os seres humanos que pudermos, indicando a todos os que pudermos levar, por caminhos simples e agradáveis a fonte do conhecimento e partilhar dela; ao invés do modo com que agimos hoje, onde se privilegia o conhecimento estático e inerte, tratando o protagonismo como uma atitude a ser evitada e punida.


Existem algumas maneiras e formas de aplicação da educação Catedral e Bazar, que que se podem achar em vários sites e mesmo no youtube, se na verdade comecei a escrever esse pequeno desabafo há uns três meses, pude tomar coragem de termina-lo e publica-lo, após um encontro em que participei na Puc/Rio no último sábado, onde pude conhecer o brilhante professor Carlos Mathias e sua obra: A máquina, a matemática e o homem: interesses e possibilidades em diferentes universos.

 
abraços fraternos,
João Lellis

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