quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tempo de ler Clarice, por Hilda Simões Lopes*

Perceba os paradoxos e pense em como nunca o homem foi tão poderoso para o bem e para o mal. Podemos modificar espécies, viajar no sistema solar e destruir o planeta. Montamos uma rede de comunicação universal e instantânea, vemos e ouvimos tudo, falamos quando e com quem queremos. E vivemos imersos em corrupção e violência, banalizamos a vida e a morte e, ruminando pânico, erguemos grades, trancamos portas e nos encarceramos. É o tempo da contradição onde se aprofundam abismos, medos e inseguranças. O homem está abandonado, perdeu o contato com a terra, com o céu. Ele não vive mais, ele existe. Clarice Lispector disse assim.

Nessa época de homens poderosos em todos os sentidos, ler Clarice, a hermética, a intimista, a escritora que se afasta da sociedade em crise para a crise do indivíduo, a escritora do torvelinho das almas, cada vez mais parece água fresca em dia de 40 graus à sombra.

Clarice Lispector também fala em assassinato mais profundo: aquele que é um modo de relação... um modo de nos vermos e nos sermos e nos termos, assassinato onde não há vítima nem algoz, mas uma ligação de ferocidade mútua.

Clarice não enxergava a desumanidade do social e sim a das almas, punha a mão na fome de integridade e não na de comida, gritava pela ausência de ser e não pela de saúde e saneamento. Queria mexer na semente e não nos galhos da árvore. Coisa difícil, afinal a “fome” é imensa e tem muitas faces, e metaforicamente Clarice explica: a pessoa come a outra de fome, mas eu me alimentei de minha própria placenta. E me pergunto se ler sua literatura não é isso mesmo, comer placenta, engolir fermento de vida, deixar as bordas e afundar no miolo.

O interessante é que essa fome por uma humanidade centrada no ser, presente na obra de Clarice Lispector, vive no imaginário dos africanos e faz parte de seu vocabulário. Eles diriam que Clarice Lispector anseia um mundo de “ubuntu”. Tal expressão, usada hoje para sistemas operacionais simples e gratuitos, vem da África, onde é bonita em significado como em seu uso virtual. Tem a ver com nossa essência, algo como “sou o que sou devido ao que todos somos”, e, para os africanos, quanto mais nos apropriamos dessa ideia, mais humanos ficamos. Tem muito “ubuntu” quem não se intimida com o sucesso, a capacidade ou a beleza dos outros porque sabe que, igual ao outro, é parte de um todo, ou quem não rouba do outro porque sabe como atingirá o todo do qual faz parte. Este sentimento nutriu o “ontem eu tive um sonho, todos éramos cidadãos do mesmo mundo” de Martin Luther King, o Imagine de John Lennon e vários discursos de Bill Clinton.

Ignoro se Clarice conhecia a palavra africana, mas a ideia se derrama de sua literatura: Não me mostre o que esperam de mim porque vou seguir meu coração, não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual porque sinceramente sou diferente... Não copie uma pessoa ideal, copie a você mesma... O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo.

Claro, Clarice, claríssimo, ser o que se é porque cada um é um e temos de nos somar e não nos copiar.

Os todo-poderosos homens de hoje, para o bem e para o mal, como diz Clarice Lispector, não vivem, existem. Vivem apenas um carnaval de vaidades, teres e poderes, usando as fímbrias de suas existências cambaleantes, controladas por comprimidos e sedentas por paz e alegria genuína.

Imagine todas as pessoas/ vivendo pelo hoje/ nada por que matar ou morrer/ nenhuma necessidade de ganância ou fome/ imagine todas as pessoas/ compartilhando o mundo todo. John Lennon disse assim. Bem igual a Clarice.

Ele usou a música, ela as metáforas. Era uma humanidade deslumbrada pelo poder tecnológico alcançado, mas eles queriam alcançar a mudança das almas. E alma, sabe?, é um negócio imenso. Clarice usou as metáforas porque as palavras não chegavam lá, e acharam difícil de entender. Passou o tempo e o deslumbramento implodiu, todo mundo viu, os poderes avançaram, para o bem e para o mal. Por dentro, fome por outro tempo. Tempo de ler Clarice.

Teste mostra que novo Ubuntu está simples para a maioria dos usuários

Deu no g1

Colunista mostra as novidades da atualização do sistema operacional.
Foco da nova versão está na velocidade e na segurança.


O dia 29 de outubro foi especial para a comunidade Linux pois marcou o lançamento da versão 9.10 do Ubuntu. Essa distribuição do Linux tem dois lançamentos por ano, sempre nos meses de abril e de outubro. Clique aqui para baixar o Ubuntu 9.10.

Foto: Divulgação

Ubuntu 9.10, lançado dia 29, traz novidades como boot mais rápido e uso de computação nas nuvens. (Foto: Divulgação )

O Ubuntu caiu no gosto dos usuários e não poupa esforços para ser leve, completo e fácil de usar. O foco desta nova versão não está no visual e no pacote de aplicativos mas, sim, em deixar o sistema mais completo, seguro e rápido.

Por padrão, a interface gráfica do Ubuntu é o Gnome, que não traz grandes novidades estéticas. Ela é bastante simples e direta, com ícones grandes e permite a organização de aplicativos e de configurações em uma barra de ferramentas na parte superior da tela. Para quem gosta de um visual mais rebuscado e detalhado como o do Windows 7, o Gnome deixa a desejar. Mas quem prefere simplicidade e praticidade, ele é um prato cheio.

Claro que não posso deixar de dizer que a aparência da interface é altamente personalizável, permitindo ao usuário deixá-la do jeito que desejar. Vamos as novidades.

>>> Boot (inicialização) mais rápido?
Algumas mudanças técnicas deixaram o processo de inicialização do sistema mais rápido. Instalei o Ubuntu em meu PC principal (Intel Quad Core 2.4 GHz com 3 GB de RAM) e levou cerca de 45 segundos para ligar o computador e o sistema operacional estar pronto para o uso.

>>> Instalação diferenciada
O que mais me chamou a atenção no Ubuntu 9.10 é que existe uma opção de demonstração do Sistema, a LiveCD, sem que ela seja instalada, rodando-a diretamente do CD. Para minha surpresa, o disco carregou o sistema completo como seu eu tivesse optado pelo LiveCD. No desktop dessa opção, existe um ícone para instalação do sistema em modo gráfico e com algumas novidades como a possibilidade de login automático (sem a necessidade senha) e também uma opção de criptografia para a pasta raiz do usuário.

Foto: Divulgação

Uma interface simples e organizada. É isso que o usuário vai encontrar logo após instalar o sistema. (Foto: Divulgação )

O particionamento do HD é feito de forma automática, o que é altamente recomendado para usuários mais leigos. Entretanto, para melhorar o desempenho do computador e ter mais segurança nos dados, o ideal é sempre realizar um particionamento manual, algo que pode ser aprendido por meio deste tutorial, que é completo e ilustrado.

Empathy é simples e permite usar recursos de áudio e vídeo. (Foto: Divulgação )

>>> Substituição: sai o Pidgin, entra o Empathy
Gosto do PidGin, principalmente da sua versão “portátil” e não entendi o motivo da substituição dos programas. Claro que fazer parte do pacote padrão do sistema não significa que você também deva mudar de programa. Basta baixar e instalar o comunicador instantâneo que você mais gosta.

O Empathy tem um visual rústico e bastante simples, nada das rebuscadas telas do Windows Live Messenger. Ele se conecta nas mais variadas redes como MSN, Yahoo, Jabber (Google Talk) e AOL.

>>>Enfim, ficou fácil instalar programas
A Central de Programas do Ubuntu é algo essencial e fundamental para ajudar a popularizar o Linux. Explico: ele agrupa diversos aplicativos categorizados que podem ser baixados e instalados no PC. As explicações sobre o que são os aplicativos estão em português e em uma linguagem acessível para quem não entende os termos do sistema.

Escolha uma das categorias e procure o programa. Clicando na seta ao lado do seu nome, você verá mais detalhes sobre o aplicativo (geralmente em inglês) caso queira instalar basta clicar no botão correspondente.

>>>Vamos jogar?
O que as pessoas, equivocadamente, sempre reclamam do Linux é a falta de jogos. Dentro da Central de Programas do Ubuntu existem mais de 400 jogos que podem ser instalados no PC. E o melhor, são todos gratuitos. Obviamente, não são títulos populares no mercado.

Ubuntu One é interessante para quem quer manter seus dados seguros usando a computação nas nuvens. (Foto: Divulgação)

>>>Ubuntu One é computação nas nuvens
O Ubuntu One é um recurso que cria um diretório virtual em servidores na internet com capacidade de 2GB, para que o usuário possa manter cópias de seus arquivos em um sistema online. Também é possível compartilhar seus arquivos com outros usuários do Ubuntu One. É possível expandir a conta para ter mais espaço, mas isto envolve custos, como pode ser visto neste link.

>>>Considerações finais
Claro que não é possível explorar todas as novidades de um lançamento como este em uma única coluna. Por isso, também deixo a cargo de vocês escreverem nos comentários o que acharam do novo Ubuntu e de suas outras novidades.

Além das descobertas apresentadas aqui, o Ubuntu também traz versões atualizadas dos principais programas do mercado, como OpenOffice e o navegador Firefox, o que ajuda a manter o sistema sempre atualizado.

Vi com bons olhos esta nova versão do Ubuntu. Ela é leve e é notória a preocupação dos desenvolvedores em deixá-la cada vez mais amigável para todos os usuários. Aliás, este fator sempre foi o calcanhar de Aquiles do Linux e o grande triunfo da Microsoft: fazer algo fácil de usar independente de quem está usando.(essas são a meu versão palavras que subentendem uma falta de conhecimento do próprio ubuntu, pois já o uso desde a versão 6.06 e num modo geral as funcionalidades mudaram muito pouco, por exemplo eu cito o adicionar/remover programas que deu lugar a central de programas)

Não posso, ainda, comparar a facilidade do Windows com a do Linux, mas o Ubuntu ganha em desempenho e segurança pois é um sistema estável e com pouca incidência de pragas virtuais que tanto assustam e atormentam os usuários do Windows.

Claro, se pesarmos o custo, não há dúvidas de que o Linux, por ser grátis, leva uma esmagadora vantagem. Mas não é só isso que deve ser levado em conta. A qualidade do sistema tem seu peso e posso dizer que o Ubuntu está melhor a cada versão.

* Fernando Panissi é especialista em tecnologia e internet, formado em Sistemas de Informação com extensão em gestão. É professor universitário e ministra cursos de extensão em desenvolvimento de sistemas. Vive a internet e suas excentricidades desde 1995 e, nesta coluna, irá compartilhar suas experiências e conhecimentos sobre os mais variados temas ligados à internet, computação e tecnologia. Também tira as dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários.

link para a página original:

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1364258-6174,00-TESTE+MOSTRA+QUE+NOVO+UBUNTU+ESTA+SIMPLES+PARA+A+MAIORIA+DOS+USUARIOS.html

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Windows 7 Ultimate de graça para “bloggers-star”


win7

Essa Microsoft não vale nada.

Numa ação de marketing pesada, entre outras antes do lançamento do Windows 7, ela distribuiu para 20 “bloggers-star” uma caixa personalizada da versão Ultimate. E claro, o que ela espera deles? Um post a favor do novo sistema!

E tem mais: além do sistema, ganharam um pendrive de 2gb.

Eu não sei se algum desses “bloggers-stars” usam linux, mas devem usar Windows e MacOS, com certeza. Para mostrar que não estou mentindo, leiam aqui e aqui.

Claro que a Canonical não vai me mandar um exemplar cheio de frescuras, com brindes caros ou com capinhas personalizadas. Também eu não quero ganhar algo como isso. Basta me dar o direito de receber uma cópia original DE GRAÇA, a cada 6 meses. E nem por isso, eu não digo que o Ubuntu é perfeito, mas chega perto disso.

Mas agora pensem comigo: a Microsoft DÁ seu sistema mais valioso de graça a formadores de opinião esperando o quê? Belos posts positivos sobre seu sistema e criar um mimimi sobre essa ação. Você pode até confiar nos blogueiros (parece que virou profissão isso hein?), mas é aqueles que metiam o pau no sistema até então, podem mudar de opinião pelo sistema em si (porque não?) mas depois do mimo ganho, você daria credibilidade ao blogueiro?

Ainda bem que temos o linux/Ubuntu. É livre e de graça para TODO MUNDO. Compartilhem isso! Façam propaganda do Ubuntu nos sites/blogs/twitters.

Quem tem dinheiro, usa da forma que achar apropriado. Você pode gastá-lo comprando um sistema bonito, mas não se esqueça do antivírus e do firewall também! E tudo isso original, ok? Nada de pirataria de “10 real na banquinha”.



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

trabalho em altura II




fotos tiradas ontem a tarde, por volta das 14:20hs

Novas fotos, antigos ideais, vejam que insistem em não usar nenhum equipamento de segurança, notem na parte de baixo da foto o caminhão com a pequena elevação que usavam ontem, certamente naquele ponto ele não deu altura, por isso "recorreram" ao andaime padrão, no mais os erros são sempre os mesmos, vou passar por lá hoje de novo pra ver como anda a obra.

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trabalho em altura by trabalho em altura is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

trabalho em altura



fotos tiradas hoje a tarde, por mim, notem os trabalhadores sem nenhuma proteção, em cima de um caminhão improvisado de andaime, Avenida Brasil, rio de janeiro, em cima do viaduto de Deodoro por volta de 14:20hs



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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Rio obtém mais notas máximas no Enade

No estado, quase 9% dos cursos levaram grau 5, o recorde no Brasil todo

Rio - O Rio de Janeiro é o estado que tem o maior percentual de notas máximas no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) de 2008, divulgado anteontem pelo Ministério da Educação (MEC): 50 das 583 instituições participantes obtiveram o grau 5, ou 8,58% do total. Dentro da mesma avaliação, o Rio também alcançou outro recorde: 4,29% das unidades analisadas no provão receberam a nota máxima (5) no Conceito Preliminar de Curso, que leva em conta a infraestrutura das universidades. A Pontifícia Universidade Católica (PUC) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) obtiveram as melhores posições no estado.

Cefet-Química de Nilópolis comemora: curso tirou segundo lugar nacional. Foto Alexandre Brum/Ag. O Dia

Mas muitas instituições do Rio, ainda que com bons resultados, não podem comemorar em virtude dos conceitos ruins de outros cursos. Professores criticam o atual modelo do Enade, atribuindo as notas baixas ou inexistência de notas ao boicote de estudantes, que faltam ou entregam a prova em branco. Um exemplo é a Engenharia da UFF, que não aparece entre os cinco melhores nem entre os cinco piores dos sete grupos ligados ao curso, onde figura outra federal do Rio, a UFRJ.

Para o diretor da Escola de Arquitetura e Urbanismo da universidade sediada em Niterói, Gerônimo Leitão, a atitude dos estudantes é uma forma legítima de protestar contra o Enade. Leitão o classifica como “simplista”, mas admite que a atitude mancha a imagem da universidade, que pode passar a ser vista como má formadora de profissionais.

“Os critérios de avaliação do exame são muito frágeis. Deveriam ser mais amplos e abranger outros aspectos, como a formação dos professores e os resultados positivos obtidos por nossos engenheiros recém-formados em concursos públicos. Mas o boicote é um tiro no pé. Quem vai querer entrar numa universidade com notas ruins ou sem notas? É algo para discutirmos com o movimento estudantil”, observa Leitão, acrescentando que neste ano o curso obteve o 4º lugar nacional no Ópera Prima, prêmio patrocinado pela Federação das Escolas de Arquitetura.



ESCOLA TÉCNICA DE NILÓPOLIS BRILHA

Já para os 196 estudantes de Tecnologia em Gestão da Produção Industrial do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (Cefet), em Nilópolis, o resultado obtido no Enade é digno de comemoração. O curso ficou entre os cinco melhores do Brasil. “É uma vitória dos professores, coordenadores e, principalmente, dos alunos. As empresas ainda resistem em contratar um tecnólogo. Esse reconhecimento deve mudar a situação e vai dar mais credibilidade à escola”, explica o coordenador Marcelo Lacerda.

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